15/08/11
II Congresso Internacional de Educação para Surdos - Bilinguismo: Práticas e Perspectivas
O respeito à cultura e à identidade surda, a proposta de educação bilíngue para surdos, a partir de aquisição da língua de sinais e a valorização do papel do intérprete, são desafios que se apresentam à inclusão social dos surdos, por meio da educação. Esses e outros temas foram debatidos no II Congresso Internacional de Educação para Surdos - Bilinguismo: Práticas e Perspectivas, realizado pela Fundação de Rotarianos de São Paulo, por meio da Escola para Crianças Surdas Rio Branco, entre os dias 11 e 13 de agosto de 2011.
Reunindo especialistas de diversos países, como Finlândia, Austrália, Estados Unidos e Brasil, o Congresso, que teve a participação de mais de 500 pessoas, entre educadores, pesquisadores, tradutores e intérpretes de língua de sinais, propôs discussões de temas relacionados à educação para surdos, que deverão impactar a prática educacional.
O presidente da Fundação de Rotarianos de São Paulo, Eduardo de Barros Pimentel, abriu o Congresso destacando o fortalecimento da atuação da Fundação e suas mantidas na educação para surdos e aproveitou a grande expressão do congresso para marcar, oficialmente, a transição da Escola para Crianças Surdas Rio Branco para Centro de Educação para Surdos Rio Branco.

Abertura oficial do Congresso Internacional
"Assumimos, dentro da nossa instituição, a responsabilidade, que cabe a todos, de reconhecer que o surdo é um cidadão igual ao ouvinte e precisa ter todos os recursos para sua formação, trabalhando no início em escola especial. Mas, quando dominar a Libras e ter sua identidade, o momento é de passar a outra instituição", explicou Eduardo de Barros Pimentel, que destacou, ainda, o papel da Fundação de ser uma voz que trabalha para que a legislação, que hoje regula a educação para surdos, seja sempre aprimorada.
Para a Diretora da Escola para Crianças Surdas Rio Branco, Sabine Vergamini, o Congresso Internacional de Educação para Surdos foi o momento de compartilhar práticas educacionais desenvolvidas no Brasil e em diversas partes do mundo, com respeito à identidade, cultura e língua da minoria surda.
O Secretário Municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, esteve presente na abertura do congresso, conheceu a Escola para Crianças Surdas Rio Branco e parabenizou a Fundação de Rotarianos de São Paulo pelo importante trabalho na área de educação para surdos. Para ele, o momento atual é de lutar para reafirmar as questões referentes à cultura surda e a educação bilíngue para surdos.
O Congresso contou com o apoio do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur), parceiro da Fundação no desenvolvimento do Programa de Aprendizagem Profissional para Surdos e Pessoas Com Deficiência Física e da Oficina de Surdez e Acessibilidade, do Centro Profissionalizante Rio Branco (Cepro). O presidente da instituição, Ariovaldo Caodaglio, defendeu que o critério de inclusão não se refere, apenas, à contratação de pessoas com deficiência. É algo muito maior! Assim, destacou ações que o sindicato promove: o programa de profissionalização e a disponibilização de uma um site, totalmente acessível, que possibilita o contato entre pessoas com deficiência e o mercado de trabalho.
Marcaram presença no Congresso, Dino Samaja, diretor da Fundação, Ivo Nascimento, membro do Conselho Superior, Marco Rossi, superintendente, Esther Carvalho, diretora geral do Colégio Rio Branco, Edman Altheman, diretor-geral das Faculdades Integradas Rio Branco, Susana Penteado, diretora do Cepro.
Assista o vídeo do evento:
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Pré-Congresso
Congresso
Dia 11/08/2011
Dia 12/08/2011
Dia 13/08/2011