Fundação de Rotarianos de São Paulo apresenta sua experiência no 13º Fórum Serasa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência
Os colaboradores surdos da Fundação deram
seus depoimentos no 13º Fórum Serasa.
O Centro Profissionalizante Rio Branco, instituição mantida pela Fundação de Rotarianos de São Paulo apresentou, no dia 20 de setembro, sua experiência com alunos e colaboradores surdos, durante o 13º Fórum Serasa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência. Outras instituições como Cartões American Express, Adid, Associação Carpe Diem, Fundação Bradesco, Micropower e a Serasa, também apresentaram seus "cases" de sucesso, dentro da temática: Qualificação Profissional de Pessoas com Deficiência Intelectual, Auditiva e Visual, trazendo depoimentos de profissionais com síndrome de down, surdos e cegos.
O objetivo do evento foi trocar experiências e trazer a questão importante da inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho, além do cumprimento da cota mas, sim, da garantia e do apoio integral à inclusão, levando em consideração a qualificação e o crescimento do profissional. "Este fórum está me gratificando muito. Pessoas com deficiência falando de sua inclusão, isso é muito importante. Este evento é voltado, principalmente, para as empresas, que estão querendo resolver a questão e eu, tenho a felicidade de trabalhar em uma empresa que dá apoio integral à empregabilidade de pessoas com deficiência", disse João Ribas, que foi mediador da mesa e coordena o fórum pela empresa Serasa.
A coordenadora do Centro Profissionalizante
Rio Branco, Susana Penteado.
Representando o Centro Profissionalizante Rio Branco, a coordenadora Susana M. A. H. de S. Penteado, acompanhada por quatro colaboradores surdos que deram seus depoimentos, falou sobre a inclusão dos surdos nos programas de capacitação para o trabalho e no quadro de colaboradores. "Hoje, a realidade da Fundação de Rotarianos de São Paulo é ter surdos tanto estudando, como trabalhando. O que fizemos para adaptar os nossos cursos para os surdos? Os programas são ministrados em LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais, e adaptamos algumas estratégias para passar o conteúdo dos programas de uma forma mais visual e facilitar a compreensão dos surdos", disse Susana.
Para João Ribas, quando falamos em inclusão, é necessário pensar em alguns pilares importantes. "Seja comprar o Virtual Vision (programa que permite o acesso dos deficientes visuais aos recursos do Windows e seus aplicativos), a impressora em braile, ou oferecer intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Significa que estamos investindo em pessoas que entendemos que têm potencial. É ter pessoas com deficiência em todas áreas da empresa e participando de todas as atividades", frisou João Ribas.
Inclusão na Fundação de Rotarianos de São Paulo
Engajada no compromisso social para a inclusão, a Fundação de Rotarianos de São Paulo mantém, hoje, em seu quadro de colaboradores, 23 portadores de necessidades especiais, sendo 10 surdos e 13 deficientes físicos, e oferece cursos de capacitação profissional gratuita aos alunos surdos e escolarização gratuita para crianças surdas, dando continuidade aos seus estudos no Colégio Rio Branco, Unidade Granja Vianna. Tanto no colégio como nas Faculdades Integradas Rio Branco, os alunos surdos contam com intérpretes em LIBRAS.
As principais ações promovidas pelo departamento de Relações Humanas para facilitar a inclusão do colaborador surdo são: reuniões com as equipes e com seus gestores com o apoio da Escola para Crianças Surdas Rio Branco; oficina de LIBRAS visando a melhorar a capacidade de comunicação entre surdos e ouvintes e a disseminação da cultura surda; treinamento de capacitação de atendimento ao cliente com os deficientes que ocupam os cargos de recepção em parceria com o Centro Profissionalizante Rio Branco. "Meu sonho era trabalhar na Escola para Crianças Surdas Rio Branco e, hoje, tenho meu sonho realizado. Tive a oportunidade no CEPRO de pensar nos meus sonhos, ter mais consciência do meu futuro e todas as informações que recebi serviram para minha vida. Eu consegui ser inserida no mercado de trabalho em Cotia, fui para a Avon, quando recebi certificado de reconhecimento pelo meu trabalho e, hoje, trabalho no apoio administrativo", contou Thaís Ribeiro de Oliveira.
"Fiz os programas do CEPRO e fui chamado pela Fundação de Rotarianos de São Paulo para trabalhar como mensageiro. Tive o esclarecimento sobre a questão dos intérpretes e percebi a união entre surdos e ouvintes na Fundação", disse Leandro Buriti de Oliveira.
"Foi uma das maiores lições o período que passei com o Leandro. A principio eu tinha uma preocupação com a integração dele com a equipe de trabalho e com as pessoas que ele iria se relacionar no dia-a-dia. Foi uma surpresa muito grande a integração natural que ele teve pois é descolado, tem carisma e a surdez não impede a comunicação que ele tem com as outras pessoas. Quando entrei na Fundação e desde que tive contato com a Escola para Crianças Surdas Rio Branco comecei a ver que existem pessoas com algum tipo de necessidade que, às vezes se desenvolvem muito mais em outras áreas. O Leandro, particularmente, tem uma capacidade de raciocínio impressionante, chama a atenção a aptidão que tem para algumas coisas, que é até fora do comum, vale a pena prestar atenção nisso", frisou Mário Saquetin, coordenador da área de suprimentos da FRSP.